Festividades

Em Honra do Divino Espírito Santo

Numa autêntica explosão de alegria, cores garridas e confraternização, a festa começa com a coroação do Imperador; prossegue com a exposição das insígnias na casa dos mordomos, e termina no dia da festa do Império.

Os devotos que participam na “coroação”, levam a bandeira, a coroa, a vara e o ceptro, insígnias que fazem parte da tradição festiva.

O gado, prometido para o Divino Espírito Santo, é escolhido e criado já com essa finalidade. Para o Divino, só o melhor animal serve. Talvez, por isso mesmo, a carne das sopas e das esmolas, seja da mais tenra e saborosa que se come. O pão, o queijo, o bolo de véspera, o vinho e o tremoço são oferecidos, em honra do Divino Espírito Santo, a toda a freguesia e a todos os visitantes.

Para a organização destas festas, as pessoas juntam-se em “Comissões de Mordomos” dando origem às “Mordomias” de Santo Amaro, da Boa Hora e do Toledo.

As bandas filarmónicas preparam-se para começar a época das actuações por esta altura. É no palanquim que se começam a ouvir os repertórios que vão presentear as gentes durante o ano.

Tudo leva a crer que, por altura do Espírito Santo, chegam novos ventos carregados de esperança, alegria de viver, fé e amizade.

Por toda a freguesia, homens, mulheres e crianças, participam activamente naquelas que são, indubitavelmente, as maiores festas da ilha e da Região – as Festas em louvor do Divino Espírito Santo. Estas iniciam-se no Domingo de Pentecostes e prolongam-se ao Domingo da Santíssima Trindade. Contam estas festas com símbolos como a Pomba Branca e a Coroa do Divino Espírito Santo.

 

Fajã de Vasco Martins, Fajã Rasa, Fajã do Meio e Fajã da Ponta Furada

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Fajã de Vasco Martins
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Fajã Rasa
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Fajã do Meio
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Fajã da Ponta Furada

Na costa norte da ilha de São Jorge, entra a fajã de Vasco Martins e a fajã da Ponta Furada, localizam-se a fajã Rasa e a fajã do Meio, pertencentes ao curato do Toledo, freguesia de Santo Amaro.

Em tempos, o número de casas nestas fajãs era considerável. Hoje, na fajã de Vasco Martins restam, apenas, doze casas, na fajã do Meio restam sete e apenas quatro na fajã da Ponta Furada. Nestas casas ainda existem lagares de pedra interiores e adegas exteriores. Na fajã de Vasco Martins podemos observar, ainda hoje, um alambique (equipamento utilizado na destilação de bebidas espirituosas).

Na fajã de Vasco Martins havia dois moinhos, um junto à ribeira e outro movido pela Fonte das Tias Cabrais. Aqui, encontra-se também a Ribeira das Airóses que forma um poço no seu último salto, denominado Poço das Airóses por ter eiróses (enguias).

Possuindo várias fontes, que ali nascem, estas fajãs são abundantes em água. São de salientar, na fajã de Vasco Martins, a Fonte Nova, Fonte Velha, Fonte da Saúde, Fonte das Melroas, Fonte dos Burros, Fonte das Tias Cabrais, Fonte das Caldeiras e a Fonte do Estrelo.

Nestas fajãs cultiva-se a vinha, a fruta e a horta. Situadas numa área de clima propício, cultivam-se cebolas, milho, couves, abóboras, bogangos, inhames, batatas, tomates, feijão, ervilhas, melancias, figueiras, bananeiras, macieiras, vimes, entre outras.

Antigamente, as pessoas desciam à fajã em Fevereiro e Março para invernar o gado, semear batatas e cultivar a vinha, habitando as suas casas ou adegas durante esse tempo.

Fajã de Santo Amaro

Faja Santo Amaro

Conhecida, antigamente, por Fajã da Moura, depois por Fajã do Campo Alegre, é, actualmente, designada por Fajã. Fazem parte integrante deste lugar, as ermidas de São Vicente Ferreira e do Desterro.

Pelo seu porto desembarcaram, no dia 9 de Maio de 1831, as forças Liberais comandadas pelo Conde de Vila Flor que tomaram, por assalto, a ilha de São Jorge em busca da conquista. Este foi, talvez, o episódio mais dramático e sanguinário de toda a ilha.

Próxima da ribeira da Fajã, encontra-se a casa onde viveu o ilustre Jorgense, João Teixeira Soares de Sousa, vereador da Câmara Municipal de Velas, Juiz substituto, deputado pelas ilhas de São Jorge e Graciosa, investigador e escritor.

Situam-se aqui os mais afamados laranjais da ilha e o aeródromo de São Jorge. Inaugurado em 1983, que se prolonga desde a Queimada.

Boa Hora

Este lugar é provido de uma ermida dedicada à Nossa Senhora da Boa Hora, fundada em 9 de Junho de 1711 pelo Padre Manuel Ferreira Madruga, que possui um sino oferecido por emigrantes da Califórnia em 1883.

Boa Hora
Ermida da Nossa Senhora da Boa Hora

 

A festa da Boa Hora realiza-se no segundo Domingo de Setembro, com missa cantada, procissão, arrematações, bazar e tourada à corda.

Trata-se de um lugar muito aprazível, que possui um estabelecimento de apoio ao turismo com habitações e um restaurante.

Ribeira do Almeida

Este lugar tem o nome da ribeira que, junto a ele, se precipita sobre a baía das Velas.

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Foi aqui que surgiu uma das fontes eruptivas do vulcão de 1580.

Um pouco a ocidente existe um miradouro que oferece uma excelente vista sobre a vila e a sua baía.

Miradouro da Ribeira do Almeida
Miradouro da Ribeira do Almeida

A freguesia de Santo Amaro

Situada a oeste da sede do concelho (Velas), a freguesia de Santo Amaro confronta a norte e sul com o oceano Atlântico e a leste com as freguesias de Norte Grande e Urzelina.

Vista para Santo Amaro

A paróquia de Santo Amaro foi criada em 1961, denominada primitivamente de Santo Amaro de Almeida, designação atribuída por Jácome Gonçalves de Almeida, ouvidor de um dos capitães donatários da ilha entre os séculos XVI e XVII. Santo Amaro foi elevado a freguesia por resolução de D. Pedro II, em 20 de Outubro de 1691.

Em 8 de Abril de 1580 deflagrou a primeira erupção vulcânica na ilha, após o seu povoamento. Tendo-se registado, inicialmente, vários tremores de terra, cuja intensidade foi aumentando gradualmente. Culminou a 1 de Maio com o surgimento, nos montes sobranceiras à Queimada, de duas crateras eruptivas, seguidas, horas mais tarde, por uma nova erupção na Ribeira do Nabo. Um mês mais tarde, surgiu outra cratera, próxima da Ribeira do Almeida, com emissão de cinzas, lava e nuvens ardentes.

Pelas características amenas do seu clima e pela fertilidade do solo, o povoamento deu-se por diversos locais, nomeadamente, Fajã, Boa Hora, Queimada, Ribeira do Almeida, Santo Amaro, Toledo e Fajã de Vasco Martins.

Do seu património histórico-cultural, além da igreja paroquial de Santo Amaro, realça-se a ermida da Boa Hora, no sítio dos Mistérios. As capelas de Nossa Senhora da Luz, Desterro, São Vicente Ferreira, Cristo Rei e São José têm também algum interesse histórico e arquitectónico. Esta última, situada no lugar do Toledo, foi fundada em 1862 por José Pereira da Cunha da Silveira e Sousa.

Em termos culturais, a freguesia de Santo Amaro beneficia da filarmónica da Sociedade de Recreio Amarense, do seu agrupamento de escuteiros e da Casa do Povo.

Com pouco mais de novecentos habitantes, esta freguesia é essencialmente rural. A Agro-pecuária e, relacionada com ela, os lacticínios, contribuem de forma significativa para a economia local.

Prestação de contas 2014

Apresentam-se de seguida vários documentos relativos à prestação de contas do 2014:

Caracterizaçao Entidade
CtrOrçamentalDespesa 2014
CtrOrçamentalReceita 2014
Dividas_a_terceiros
Execuçao PPA 2014
Execuçao PPI 2014
FluxosCaixa2014 Detalhado
FluxosCaixa2014
Mapa Emprestimos 2014
OpTesouraria 2014 Relaçao Nominal Responsáveis
Relatorio Gestao 2014
Sintese reconciliaçoes bancárias
Transf Capital Despesas 2014
Transf Capital Receitas 2014
Transf Correntes Despesas2014
Transf Correntes Receitas2014