Gastronomia

A gastronomia açoriana, embora encontrando algo de comum em várias ilhas do arquipélago, possui especificidades próprias em cada uma das ilhas de bruma.

Dentro das especificidades gastronómicas da freguesia de Santo Amaro, destacam-se: diferentes formas de cozinhar amêijoas, os enchidos de porco, as molhas de fígado e de carne, os mais diversos pratos de peixe desde a caldeirada à açorda. Porém, é na doçaria que os amarenses se esmeram.

Comecemos pelas Espécies – o seu nome virá, supostamente de “especiaria”. É um doce antigo em cuja confecção é utilizada a canela, a erva-doce, a pimenta, etc. Dado os seus variados formatos é igualmente conhecida por “bicho doce”.

As “rosquilhas brancas” ou “doce branco”, juntamente com a espécie são inseparáveis de qualquer festa do Espírito Santo. Confeccionada vários dias antes da sua utilização, é uma “rosquilha” consistente coberta com uma capa de açúcar cuja cor, muito branca, é mantida em segredo pelas “doceiras”.

Os esquecidos, doces confeccionados à base de gema de ovo, bastante “duros” são, normalmente, servidos em qualquer festa particular (casamentos, baptizados, comunhões) nas freguesias rurais.

Outro doce típico é o suspiro, feito com claras de ovos e de açúcar. Por esse facto, surge quase sempre acompanhado pelo esquecido, como forma de aproveitamento integral dos ovos.

Uma outra referência ainda, para os doces típicos das festas do Divino Espírito Santo, e comum em toda a ilha, são as “vésperas”. A confecção deste doce é morosa, uma vez que, após a sua preparação, têm de ser longamente amassadas até fazerem” flor” (o que leva em média 20 minutos por bolo). É tradição, serem oferecidas “vésperas”, nos Domingos do Espírito Santo e da Santíssima Trindade, a todos os que se encontram na festa, como símbolo de partilha e união.