A freguesia de Santo Amaro

Situada a oeste da sede do concelho (Velas), a freguesia de Santo Amaro confronta a norte e sul com o oceano Atlântico e a leste com as freguesias de Norte Grande e Urzelina.

Vista para Santo Amaro

A paróquia de Santo Amaro foi criada em 1961, denominada primitivamente de Santo Amaro de Almeida, designação atribuída por Jácome Gonçalves de Almeida, ouvidor de um dos capitães donatários da ilha entre os séculos XVI e XVII. Santo Amaro foi elevado a freguesia por resolução de D. Pedro II, em 20 de Outubro de 1691.

Em 8 de Abril de 1580 deflagrou a primeira erupção vulcânica na ilha, após o seu povoamento. Tendo-se registado, inicialmente, vários tremores de terra, cuja intensidade foi aumentando gradualmente. Culminou a 1 de Maio com o surgimento, nos montes sobranceiras à Queimada, de duas crateras eruptivas, seguidas, horas mais tarde, por uma nova erupção na Ribeira do Nabo. Um mês mais tarde, surgiu outra cratera, próxima da Ribeira do Almeida, com emissão de cinzas, lava e nuvens ardentes.

Pelas características amenas do seu clima e pela fertilidade do solo, o povoamento deu-se por diversos locais, nomeadamente, Fajã, Boa Hora, Queimada, Ribeira do Almeida, Santo Amaro, Toledo e Fajã de Vasco Martins.

Do seu património histórico-cultural, além da igreja paroquial de Santo Amaro, realça-se a ermida da Boa Hora, no sítio dos Mistérios. As capelas de Nossa Senhora da Luz, Desterro, São Vicente Ferreira, Cristo Rei e São José têm também algum interesse histórico e arquitectónico. Esta última, situada no lugar do Toledo, foi fundada em 1862 por José Pereira da Cunha da Silveira e Sousa.

Em termos culturais, a freguesia de Santo Amaro beneficia da filarmónica da Sociedade de Recreio Amarense, do seu agrupamento de escuteiros e da Casa do Povo.

Com pouco mais de novecentos habitantes, esta freguesia é essencialmente rural. A Agro-pecuária e, relacionada com ela, os lacticínios, contribuem de forma significativa para a economia local.