Fajã de Vasco Martins, Fajã Rasa, Fajã do Meio e Fajã da Ponta Furada

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Fajã de Vasco Martins
Fajã Rasa3
Fajã Rasa
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Fajã do Meio
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Fajã da Ponta Furada

Na costa norte da ilha de São Jorge, entra a fajã de Vasco Martins e a fajã da Ponta Furada, localizam-se a fajã Rasa e a fajã do Meio, pertencentes ao curato do Toledo, freguesia de Santo Amaro.

Em tempos, o número de casas nestas fajãs era considerável. Hoje, na fajã de Vasco Martins restam, apenas, doze casas, na fajã do Meio restam sete e apenas quatro na fajã da Ponta Furada. Nestas casas ainda existem lagares de pedra interiores e adegas exteriores. Na fajã de Vasco Martins podemos observar, ainda hoje, um alambique (equipamento utilizado na destilação de bebidas espirituosas).

Na fajã de Vasco Martins havia dois moinhos, um junto à ribeira e outro movido pela Fonte das Tias Cabrais. Aqui, encontra-se também a Ribeira das Airóses que forma um poço no seu último salto, denominado Poço das Airóses por ter eiróses (enguias).

Possuindo várias fontes, que ali nascem, estas fajãs são abundantes em água. São de salientar, na fajã de Vasco Martins, a Fonte Nova, Fonte Velha, Fonte da Saúde, Fonte das Melroas, Fonte dos Burros, Fonte das Tias Cabrais, Fonte das Caldeiras e a Fonte do Estrelo.

Nestas fajãs cultiva-se a vinha, a fruta e a horta. Situadas numa área de clima propício, cultivam-se cebolas, milho, couves, abóboras, bogangos, inhames, batatas, tomates, feijão, ervilhas, melancias, figueiras, bananeiras, macieiras, vimes, entre outras.

Antigamente, as pessoas desciam à fajã em Fevereiro e Março para invernar o gado, semear batatas e cultivar a vinha, habitando as suas casas ou adegas durante esse tempo.